segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Quem não sabe o que procura, não percebe quando encontra.

Palavras que não precisam de explicação
Como a procura, em alguns momentos, se torna tão difícil?
Porque, se não sabemos o que queremos
Também não sabemos reconhecer o que ganhamos.

Difícil também é olhar para dentro de si
E ter a coragem de aceitar o que encontrou nessa busca
Os nossos desejos mais íntimos, os mais puros, são também para nós, os mais escondidos

Não mostramos o que somos e o que sentimos
Porque aos olhos alheios, as nossas vontades não agradam
É egoísta pensar em si e querer, e lutar para ser feliz
É bonito sacrificar-se pelo outro, em nome de um bem maior
Que não é a sua felicidade, mas a satisfação da vontade de uma maioria

Para que ser feliz?
Por que abrir mão de agradar a tantos e cuidar, só por um momento de você mesmo?
Por que livrar-se da prisão que cerca os desejos e os pulsares? (que me liberem os astrofísicos o uso desse termo)
Que gosto tem sentir na pele e no peito a liberdade de amar?

Quem se prende porque quer, prende também o outro, que não queria se prender
Prende e forma a teia, que entrelaça a tristeza e o sofrimento que vêm da solidão

A solidão de estar só em meio a um milhão
De deitar

De sonhar

De amar


É uma lista infinita das companheiras da solidão
Ela, que deveria estar só
Está ao seu lado
Todo dia
E ao meu, agora
Eu que não queria
A sua companhia
Quero dizer, a companhia
Da solidão
Não a sua,
ou
Sim,
A sua.

4 comentários:

  1. Êta, esta solidão ! Confesso que me arrepio só de pensar...ter a companhia dela, um só dia.
    Beijo, Manu

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  2. ô rapz....

    vc escreveu esse texto pra mim..... rsrsrsrrss

    Obrigada!!

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  3. Escute:
    http://www.youtube.com/watch?v=a9Glxff-mX0

    Paolo - Tanta coisa

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